‘Viva – A vida é uma festa’ é a animação mais emocionante da Pixar nos últimos anos

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“Levem lenços para assistir a “Viva – A vida é uma festa”. A 19ª animação da Pixar estreia no Brasil nesta quinta-feira (4) – em alguns cinemas, pelo menos – como uma dos mais emocionantes produzidas pelo estúdio da Disney nos últimos anos. Assista ao trailer no vídeo acima.

O filme poderia ser considerado uma versão “pixaresca” de “A viagem de Chihiro” (2003). Assim como a obra do clássico estúdio japonês Ghibli, a produção americana usa a jornada inesperada de seu jovem protagonista a um mundo espiritual para discutir questões sobre família e memória.

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As semelhanças param por aí, é claro. “Viva” abandona os horrores fantásticos de sua contraparte oriental e se concentra nas cores e canções que tornaram os criadores de “Toy Story” tão conhecidos.

A viagem de Miguel

A animação é dirigida pelo veterano Lee Unkrich (“Toy Story 3”) e pelo novato Adrian Molina, que também assinou o roteiro. Nela, o garoto Miguel (voz de Arthur Salerno na versão brasileira) se rebela contra sua família, na qual todas as formas de música são proibidas.

Ele acaba preso no Mundo dos Mortos, lugar onde habitam seus antepassados, e precisa encontrar uma maneira de retornar ao mundo real.

Para isso, o menino forma uma aliança com Héctor (Leandro Luna), um malandro em busca de ajuda para poder visitar seus entes queridos ainda vivos uma última vez.

Cores e sons

Com esta outra dimensão a Pixar mostra sua habilidade em construir universos novos e ricos. Nele, o branco de seus habitantes esqueléticos e a escuridão da morte/desconhecido serve de contraste com as cores escondidas em seus enfeites e criaturas mágicas.

Além dos animais, chamados de alebrijes no folclore mexicano, as canções também garantirão o interesse do público infantil. “Viva” pode não ser exatamente um musical, mas utiliza com destreza suas canções, escritas por Michael Giacchino, ganhador do Oscar pela trilha de “Up: Altas aventuras” (2009).

O destaque fica com as diversas versões de “Lembre de mim”, que se adapta aos momentos da trama e consegue ir do festivo ao dolorosamente tocante sem perder a identidade. Quem não chorar em pelo menos uma de suas interpretações deve consultar seus sinais vitais.

Respeito e lágrimas

Já o enredo é a maior atração para os pais que acompanharem os filhos aos cinemas. A Pixar prova que os três anos de estudo dedicados à produção serviram para respeitar a tradição mexicana do Dia dos Mortos, e consegue fugir do caricato ou da exploração gratuita – um risco sempre presente quando americanos decidem retratar culturas estrangeiras.

A narrativa começa um pouco arrastada, mas ganha força quando Miguel atravessa a (belíssima) ponte para o Mundo dos Mortos. E a relação entre Miguel e Héctor parece um pouco forçada quando os dois se conhecem, mas o final compensa aqueles que tiverem paciência.

Ao abordar temas como memória e família, a história sabe os botões exatos que deve apertar para trazer as emoções do público à tona, mas o faz sem apelar para sentimentalismo barato.

O desfecho pode não ser um dos mais originais da história do cinema, é verdade, mas a trama evita saídas fáceis e contém reviravoltas suficientes para manter os mais velhos no escuro.

E, na melhor tradição da Pixar, o lento encaixar das peças soltas pelo roteiro garantirá as primeiras de muitas lágrimas – e prova que elas até são geradas pela tristeza, mas que a beleza pode ser um fator ainda mais forte.

Confira o trailer deste filme que promete ser um grande sucesso:

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