Servidores do INSS são presos por fraudes; mandados foram cumpridos em Vazante e Lagamar

A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista
prendeu, nesta quinta-feira (21), dois servidores do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) acusados de participar de um esquema criminoso que
fraudava aposentadorias por tempo de contribuição e por idade.

A operação, denominada Tempo Perdido, foi
deflagrada em Palmas (TO), Brasília (DF) e nas cidades mineiras de Unaí,
Vazante, Lagamar e Uberaba. Além das prisões temporárias, a 4ª Vara da Seção
Judiciária em Palmas (TO) determinou o cumprimento de 12 mandados de busca e
apreensão, 13 de intimação e a suspensão do exercício da função pública dos
servidores envolvidos.

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A investigação teve início em 2019, a partir de
denúncia recebida pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e
Trabalhista (CGINT), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do
Ministério da Economia. O grupo atuava há pelo menos quatro anos.

Para garantir as aposentadorias, os criminosos
falsificavam certidões de tempo de contribuição e emitiam Guia de Recolhimento
da Previdência Social (GPS) para registrar pagamentos de valores que passariam
a computar como tempo de contribuição no Cadastro Nacional de Informações
Sociais (CNIS). Essas informações eram inseridas no sistema pelos servidores do
INSS envolvidos na fraude, sem o devido processo administrativo e sem a comprovação
do efetivo exercício da atividade.

Segundo a CGINT, estima-se que, nos 21
benefícios identificados, o esquema tenha gerado um prejuízo de pelo menos R$ 1
milhão aos cofres públicos. No entanto, a economia proporcionada pela
desarticulação do esquema criminoso supera a casa dos R$ 11 milhões,
considerando-se pagamentos futuros que seriam feitos aos supostos
beneficiários.

Os investigados responderão pelos crimes de
associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, cujas penas podem
chegar a 27 anos de prisão.

Participaram da operação 55 policiais federais e seis servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Recebeu o nome de Tempo Perdido em referência ao fato de que o grupo criminoso criava guias de recolhimento, pagas com valores insignificantes, para adquirir o tempo de contribuição necessário para ter direito à aposentadoria.

Fonte: Secretaria de Previdência

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