Quem vive de renda de aluguel em BH deve abaixar o valor com a pandemia? Saiba o que fazer diante desse complexo cenário econômico

Figura 1: Pixabay

Devido a pandemia do novo
coronavírus, que por conta do seu grau elevadíssimo de potencial de contágio e
à sua gravidade, ainda mais pelo fato de ainda não haver vacina, exigiu que
empresas dos mais variados segmentos paralisassem por completo ou ao menos
parcialmente. Isso sem falar nos autônomos e afins. Com tudo isso ocorrendo,
até mesmo o aluguel
em BH
de imóveis sentiu o peso desse momento.

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A situação complicou para muita
gente, desde aqueles que moram em casas alugadas e sofreram redução salarial,
redução de rendimento (no caso de autônomos) ou mesmo foram demitidos. Aqueles
que possuem comércio e alugam imóveis comerciais também sentiram o impacto
desse momento.

Por causa da pandemia, muitas
pessoas se viram forçadas a correr atrás de proprietários e corretores para
solicita uma diminuição no valor da locação. Contudo, como proceder no caso em
que a única fonte de renda do dono do imóvel é oriunda do valor do aluguel? Ele
deve diminuir o valor da locação por causa da pandemia? O que ele pode fazer?
Confira as possibilidades ao longo deste artigo.

O momento é de
todos cederem, segundo especialistas

De acordo com o
diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac),
Miguel Oliveira, o momento atual é aquele na qual todo mundo precisa e deve
ceder, pelos mais variados motivos.

De todo modo, a
melhor solução para um imbróglio como esse é a boa e velha negociação. Ou seja,
a saída é que o locador que vive da renda do aluguel dialogue de forma
tranquila, honesta e polida com o locatário e encontre junto com ele uma
solução para essa situação.

Isso porque se
o proprietário do imóvel não ceder ao menos um pouco, ele dará uma enorme
brecha para que o inquilino recorra à Justiça para pedir uma diminuição, ainda
que por tempo limitado, do valor do aluguel e até mesmo, dependendo do caso, a
suspensão total do pagamento por um dado período. Os juízes estão liberando
desconto na locação por causa da pandemia, que provocou uma redução expressiva
na renda de muitas pessoas.

Nesse sentido,
uma solução viável é o proprietário fale de forma franca e aberta com o seu
respectivo inquilino pois, caso o inquilino saia do local, ele o dono vai
correr o enorme risco de ter que sair e bancar o pagamento do IPTU e dos
valores de condomínio (quando houver) e em um momento tão delicado e complicado
como esse.

Não há outra
saída senão o dono do imóvel conceder um desconto temporário e firmar um acordo
para o valor da locação voltar ao normal assim que todas as coisas voltarem ao
normal.

O que diz a
lei a respeito?

A princípio, a
legislação brasileira não obrigada o proprietário de um imóvel a conceder um
desconto no valor do aluguel. De fato, aqueles que estão oferecendo descontos
estão fazendo unicamente por vontade própria, de certa forma.

Ainda que haja
aqueles que vivem de renda e vejam na concessão de desconto em seus apartamentos
para alugar em BH
a alternativa mais viável para não se ver em maus
lençóis, não deixa de ser uma escolha.

Existem ainda
diversos casos nos quais o proprietário proporciona um desconto temporário e
decide cobrar a diferença diluída no decorrer dos anos. Cabe salientar ainda
que caso o contrato de locação tenha sido assinado por um fiador, ele precisará
receber uma notificação a respeito do acordo.

Diversos
proprietários precisam locar seus imóveis e encontrar outras opções mais em
conta de locação para empregar a diferença entre o aluguel que recebia e pagava
para poder conseguir equilibrar as suas contas.

O parcelamento
como opção na hora de negociar o valor da locação

Apesar de ser
um assunto delicado e um tanto quanto espinhoso, é preciso saber que sim, há
muitos inquilinos que foram de fato atingidos pela pandemia e realmente
precisam de um desconto na locação, há uma parcela que usa e abusa de um
momento como esse para reduzir o valor do aluguel sem realmente precisar disso
e desconsideram que o proprietário também possui seus compromissos financeiros.

É complexo,
pois o dono do imóvel nem sempre sabe com exatidão e clareza o que o seu
cliente realmente precisa. Para determinados negócios, dar descontos pode
representar um caso de vida ou morte, porém não é sempre que isso funciona
dessa forma.

Novamente, o
que se recomenda é negociar o máximo que for possível com o inquilino. Uma
opção é, caso seja possível, é oferecer a ele um adiamento do pagamento nos
próximos dois a três meses e dar a sugestão do pagamento parcelado, sem a
cobrança de juros e multa.

É claro que
essa proposta só pode ser feito para os locadores que vivem de renda de aluguel
se porventura possuírem alguma reserva de emergência que os permita viver de
forma minimamente normal por esse período de suspensão do pagamento. Se o dono
do imóvel não tiver economias que lhe permitam fazer isso, o que resta a fazer
é tentar fazer o que foi sugerido anteriormente: conceder um desconto
temporário.

Independente da
opção de resolução escolhida pelo locador, o bom senso é sempre a palavra-chave.
Caso ele não consiga chegar a um acordo com o locatário, em última caso ele
poderá entrar na Justiça, usando um processo judicial para tentar reaver o
valor que ficou em aberto.

Se o
proprietário estiver com receio de que esse processo de negociação direta possa
trazer desgastes para a relação contratual, a alternativa é, caso a locação
tenha sido intermediada por uma imobiliária, é recorrer a ela, pedindo ajuda
nesse processo de negociação de valores, a fim de que ela possa fazer essa
ponte.

Agora você
sabe as possibilidades de soluções que o dono de um imóvel que vive da renda do
aluguel pode empregar para sanar a questão dos valores da locação em um momento
tão complexo como o da pandemia. Curta e compartilhe esse post em suas redes
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