Professor de Harvard fica bilionário com projeto de vacina para Covid-19

As ações da empresa de biotecnologia Moderna chegaram a subir mais de 30% na manhã da última segunda-feira (18), depois que a companhia anunciou testes bem-sucedidos de uma potencial vacina contra a Covid-19. O cresciemento gerou um novo bilionário: Timothy Springer, professor de Harvard, o primeiro investidor pessoa física da Moderna.

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Mesmo antes dos resultados iniciais positivos, as ações da empresa já apresentavam alta de 200% no ano até a última sexta-feira (15), em função da notícia de que a Moderna havia começado a testar o projeto de vacina em janeiro e com os avanços na pesquisa, que ganhou até apoio financeiro do governo dos EUA.

Reprodução

Professor Timothy Springer. Imagem: Bloomberg

A empresa é sediada em Massachusetts, onde fica a Universidade de Harvard. Ela nasceu com base na pesquisa de outro professor da universidade, Derrick Rossi. Ele, então, procurou Springer e outros co-fundadores para colocar a companhia de pé. Na época, em 2010, Springer investiu U$ 5 milhoes de dólares (cerca de R$ 30 milhões de reais, na cotação atual) na Moderna; com a alta nas ações, ele tem mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) hoje (19).

Patentes de produtos contra Covid-19

Os 194 Estados-membros da OMS – Organização Mundial de Saúde – aprovaram uma resolução que apoia a possibilidade de quebra de patentes de futuras vacinas ou tratamentos contra a Covid-19, aspecto considerado decisivo para o acesso global igualitário a futuros tratamentos.

Os EUA emitiram um comunicado rejeitando as partes do texto que dizem respeito não só à propriedade intelectual, mas também ao acesso à serviços de saúde reprodutiva e sexual durante a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a delegação norte-americana em Genebra, as referências à quebra de propriedade intelectual fizeram com que os EUA “se afastassem” desta parte do texto, dizendo que ela “envia a mensagem errada para inovações que serão essenciais na busca por soluções que o mundo inteiro busca”.

Japão e Suíça também se posicionaram ao lado dos EUA, e defendem que a resolução enfatize o papel da propriedade intelectual na inovação científica.

Via: Exame

 

 

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