Polícia prende mais dois suspeitos de envolvimento no massacre em escola de Suzano

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (11) mais dois suspeitos de envolvimento no massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que deixou 10 mortos no dia 13 de março, entre eles os dois assassinos. Outras 11 pessoas ficaram feridas e todas já tiveram alta do hospital.

De acordo com as informações iniciais, um dos dois homens presos nesta quinta vendeu a arma usada no ataque. Até a publicação da reportagem não havia sido esclarecido o motivo da outra prisão.

–––––– CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ––––––

Foram presos nesta quinta Tathiano Oliveira de Queiroz e Adeilton Pereira dos Santos. O mecânico Cristiano Cardias de Souza preso na quarta (10) teria comercializado a munição.

Tathiano Oliveira de Queiroz foi preso nesta quinta (11) por suspeita de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Tathiano Oliveira de Queiroz foi preso nesta quinta (11) por suspeita de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Justiça de Suzano decretou a prisão temporária do homem, conhecido como Cabelo, por 30 dias. Segundo a polícia, ele tem cerca de 50 anos foi preso na zona rural de Suzano.

Cristiano Cardias de Souza é um dos suspeitos de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Cristiano Cardias de Souza é um dos suspeitos de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Rastros deixados pelos dois assassinos em redes sociais, celulares e em suas casas permitiram que a polícia chegasse a Cabelo, segundo os investigadores.

Adeilton Pereira dos Santos é um dos presos por suspeita de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Adeilton Pereira dos Santos é um dos presos por suspeita de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Menor apreendido

As investigações apontam que os assassinos planejaram o crime por mais de um ano e contaram com a ajuda de um adolescente de 17 anos, que está apreendido na Fundação Casa desde 19 de março.

O delegado Alexandre Dias informou que encontrou evidências do envolvimento do jovem. “Foram apresentadas provas de conteúdo cibernético que indicava a participação desse menor na criação do delito. Há provas testemunhais. As investigações apontam que ele é mentor intelectual junto com outro assassino menor de idade.”

Para o delegado, “ele comprou objetos, objetos que poderiam fazer ele participar daquele delito”.

Vítimas

Após um convênio com a Defensoria Pública, o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc)vai fazer, a partir desta quinta-feira, perícias para avaliação integral dos danos sofridos pelas vítimas do massacre, segundo a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.

O convênio prevê a realização de perícias médico-legais e psiquiátricas. Os laudos serão usados nos procedimentos extrajudiciais. O governo do Estado definiu os critérios para pagamento das indenizações e publicou um decreto sobre o assunto no último sábado (6).

FONTE: G1