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Padilha nega divergência no governo sobre necessidade de alterar a meta fiscal

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta terça-feira (1º) a jornalistas, que haja divergência dentro do governo sobre a necessidade de alteração da meta fiscal de 2017.

A meta é que as contas do governo registrem um déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões neste ano. Entretanto, o governo enfrenta dificuldades para cumprir esse objetivo, devido à arrecadação menor que a estimada (veja mais abaixo neste texto).

Padilha disse ainda que a posição do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a meta fiscal, também é a do governo. Na segunda (31), questionado sobre possível alteração na meta, Meirelles afirmou que ela está mantida mas que a equipe econômica “está analisando o assunto.”

Foi a primeira vez que o ministro da Fazenda sinalizou que o governo federal pode ser obrigado a revisar a meta fiscal.

“Não há divergência nenhuma, o ministro Meirelles começou a analisar esse tema [meta fiscal] e ele é o condutor da política econômica do governo”, disse o chefe da Casa Civil ao chegar a um almoço, em Brasília, do presidente Michel Temer com a bancada ruralista.

“A posição do ministro Meirelles é a posição do governo”, encerrou Padilha.

Arrecadação frustrada

Em 2017, a arrecadação de impostos e contribuições federais tem ficado abaixo da prevista pelo governo, resultado da lentidão na recuperação da economia.

Com menos recursos em caixa, equipe econômica já anunciou o bloqueio de cerca de R$ 45 bilhões do orçamento e, para elevar suas receitas, anunciou o aumento da tributação sobre combustíveis.

Essas medidas visam justamente o cumprimento da meta fiscal de 2017. Se o governo se convencer de que elas não são suficientes, pode anunciar uma revisão da meta, ou seja, oficializar que a diferença entre as despesas e as receitas com impostos e contribuições será ainda maior que os R$ 139 bilhões.

Outras opções seriam bloquear mais gastos do orçamento, o que elevaria o risco de parar a maquina pública, ou então novo aumento de impostos, que dificultaria ainda mais a retomada do crescimento econômico.

A falta de recursos já afeta vários serviços prestados pelo governo. Segundo levantamento feito pelo G1, os cortes atingem universidades, fiscalização, policiamento nas estradas e, também, o funcionamento de parques.

Fonte: G1

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