Novo software engana reconhecimento facial em fotos

Engenheiros de computação da Universidade de Chicago, Estados Unidos, desenvolveram uma ferramenta que inibe o reconhecimento facial. O objetivo é garantir a privacidade das pessoas, já que diversas empresas utilizam fotos da internet para fortalecer seus algoritmos e inteligências artificiais, afim de contruir bancos de dados sem autorização.O projeto tem o nome de Fawkes, em referência a Guy Fawkes, “dono” da máscara característica de manifestantes espalhados pelo mundo. O software promete auxiliar pessoas, de todas as idades, a se manterem seguros e longe da invasão de privacidade proporcionada pelo reconhecimento facial.A ferramenta foi disponibilizada em um site criado pelos pesquisadores, mas apenas para desenvolvedores de sistemas. Os idealizadores seguem estudando formas de construir um aplicativo gratuito, para que todos consigam acessar e utilizar sem dificuldade.A alteração dos pixels acontece de forma muito sutíl. O sistema embaralha alguns píxels cruciais para que o reconhecimento facial aconteça. Em testes realizados pelos desenvolvedores, a ferramenta despistou os algoritmos da Microsoft e Amazon. Fawkes.jpgFotos originais (esq.) foram levemente modificadas com o Fawkes (dir.). Créditos: Universidade de ChicagoIdentidades reveladasA startup americana Clearview AI foi a principal motivação para a criação do Fawkes. A empresa apanhou bilhões de fotos espalhadas pela internet, a fim de criar um mecanismo que ajudasse a polícia. Tal ferramenta analisa as fotos contidas no banco de dados e procura uma conta do Facebook vinculada à elas, revelando a identidade das pessoas.Diversas empresas já manifestaram seu descontentamento ao saber da existência de tal ferramenta. Twitter e Apple prontamente proibiram o uso do recurso em seus domínios. O Twitter exigiu publicamente, enquanto a Apple agiu com mais rigidez, removendo completamente o aplicativo da App Store. A empresa também reiterou que repudia qualquer uso de imagem não autorizado por seus usuários.Algumas empresas privadas, até mesmo o FBI, foram flagradas utilizando a tecnologia da Clearview AI. Em documento vazado no início do ano, foram levantados cerca de 2.200 clientes dos mais variados seguimentos. Fonte: Estadão
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