Novo ‘Jogos Mortais’ é retomada ’em cima do muro’ da série de terror

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Em cima do muro. Taí a melhor definição para “Jogos Mortais – Jigsaw”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (30) sete anos após o último filme da série.

A oitava parte dessa história de lições de moral por meio de sofrimento e sacrifícios de sangue traz de volta os testes e as criativas armadilhas mortais imaginadas por Jigsaw, pseudônimo do engenheiro-psicopata John Kramer, e até alivia o tom “trash” dos três filmes anteriores.

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A violência é menos gratuita e explícita, o sangue não é rosa como em “Jogos Mortais – O Final” (2010) e o jogo propriamente dito mostra esboços da gravidade vista nos primeiros longas da franquia.

Mas se por um lado “Jigsaw” tenta resgatar o clima dos outros filmes, por outro faz isso dedicando pouco ao seu maestro.

O novo longa é uma sequência direta, e não uma reimaginação, do legado do vilão original. Mas não se preocupa em dar a John Kramer a devida importância como a mente sádica por trás de todo o terror que retorna, pelas suas mãos ou não.

Isso deixa claro como “Jigsaw”, depois de tantos anos, depende da figura, e não das ideias, do personagem interpretado por Tobin Bell – um cara que, na verdade, morreu lá no final do terceiro filme, de 2006, e cujo esgotamento completo culminou no hiato da franquia.

Para os antigos fãs até pode bastar ver novas e perigosas armadilhas. Mas se a ideia era bombar esse universo para um público novo, talvez seja preciso mais do que a vaga memória do hype dos anos 2000. As bilheterias, mais uma vez, serão decisivas na segunda vida de “Jogos Mortais”. Pois que os jogos comecem.

Um novo quebra-cabeça

“Jigsaw” acompanha os detetives Halloran e Keith Hunt, ao lado do médico legista Logan Nelson, na investigação de uma nova onda de mortes brutais que surge pela cidade. O que está em questão é a característica em comum de todos os corpos: uma marca de quebra-cabeça cravada na pele, nos moldes da que Jigsaw deixava em suas vítimas. O bizarro, olha só, é que Jigsaw morreu há 10 anos.

De cara, o novo filme vai soar familiar para quem acompanhou “Jogos Mortais” até aqui. A trama acontece em duas frentes paralelas. Em uma, os policiais tentam desvendar os assassinatos e encontrar o local onde acontecem os jogos. Na outra, o grupo de participantes luta para sobreviver, desta vez num celeiro com serras, seringas, tridentes, espingardas e até um letal silo de grãos.

Conforme os minutos passam, no entanto, “Jigsaw” bambeia. O filme traz algumas das melhores armadilhas da série, como o colar de laser que aparece no trailer, e algumas das mais imbecis. Entre as vítimas, uma cometeu uma atrocidade familiar pesada, enquanto outra simplesmente furtou uma bolsa.

Como “Jigsaw” acontece no mesmo universo dos outros sete filmes, falta também uma figura de referência, que nunca aparece, para segurar a barra.

Halloran, Keith Hunt e Logan Nelson são personagens novos, com atuações de produções B e que não geram nenhuma empatia. E a aposta da trama em torno de Jigsaw estar vivo ou não só causa falsas esperanças.

O mistério persiste ao longo de quase todos os 92 minutos de filme, apesar do cara ter passado por uma autópsia no início de “Jogos Mortais IV” (2007) e definitivamente não ser um Jason ou Michael Myers da vida.

Game Over?

Se tem uma coisa que as grandes séries de terror têm em comum é a capacidade de seus vilões e monstros voltarem para uma nova onda de mortes violentas. E agora chegou a vez de “Jogos Mortais”. Mas se você pensar que a maioria desses retornos fica bem abaixo do esperado, ver “Jigsaw” rigorosamente no meio do caminho até que é um sinal de vitória.

Ainda não foi dessa vez que a franquia resgatou a tensão e a originalidade dos testes e dilemas da trilogia inicial. No entanto, o público que for ao cinema pode esperar por questões morais palpáveis, boas armadilhas, referências aos filmes originais e muitos, mas muitos “flashbacks” – incluindo aquele que, obviamente, encerra o filme com uma grande reviravolta, sem antes deixar várias pontas soltas para uma possível sequência.

Concluída a sessão de “Jogos Mortais – Jigsaw”, duas coisas ficam claras: 1. você ficou velho (a) e uma franquia de filmes que “terminou” há apenas sete anos atrás já está sendo resgatada como se fosse de outro século; e 2. valorize a vida, carpe diem na veia. Os jogos mortais voltaram e você pode ser o próximo jogador.

Confira o trailer deste mega lançamento que vai te arrepiar !!!