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Laudo aponta que carro de jovem sem habilitação causou acidente que matou família de SP em MG

A Polícia Civil em Araguari descreveu nesta quarta-feira (08) ao MGTV, detalhes de como ocorreu um acidente na BR-050, entre o município e a cidade de Uberlândia. No dia 9 de outubro uma família de Campinas (SP) foi encontrada morta quando voltada de Caldas Novas (GO) e apenas uma criança de seis anos sobreviveu.

Após a conclusão do laudo, foi esclarecido que um segundo carro, conduzido por uma jovem sem habilitação, causou a colisão. Ela será indiciada por três homicídios qualificados.

No acidente morreram o pai, a mãe e um dos filhos do casal. Os corpos e o menino sobrevivente foram encontrados dois dias depois da batida. Benjamin Monare foi resgatado após ter sido visto deitado na rodovia por um motorista que transitava pelo local e prestou socorro.

Segundo o delegado Rodrigo Luis Fiorine, a dinâmica do acidente foi esclarecida durante a investigação. O perito concluiu que o carro que tinha três jovens e seguia de Araguari para Uberlândia foi o responsável pelo acidente que vitimou a família paulista. A motorista era uma garota de 21 anos, que não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

No depoimento, as jovens que estavam no Gol contaram que antes do acidente estavam em uma festa em Uberlândia e que passaram a noite consumindo bebida alcóolica. Consta ainda no inquérito que no local também havia drogas.

O investigador da Polícia Civil contou que pela análise das imagens feitas na manhã do dia 7 de outubro é possível verificar que instantes antes da colisão ambos veículos estavam na pista da direita, mas o carro das jovens começou a ter uma condução irregular e invadir a outra pista.

“O motorista do carro da família deve ter tentado desvencilhar desse veículo que dirigia de forma irregular e foi para a pista da esquerda para ultrapassar. Mas perto do km 45, a jovem invadiu a pista novamente, bateu no veículo da família e causou o acidente”, disse.

Após a batida, o carro da família caiu em uma vala e só foi encontrado no dia 9 de outubro. Depois disso, o G1 publicou reportagem em que uma testemunha relatou que viu o acidente e acionou a MGO Rodovias – concessionária responsável pela rodovia. A empresa relatou que prestou assistência, mas só encontrou um veículo.

Para a reportagem, o delegado explicou que vários funcionários da MGO Rodovias foram ouvidos durante a investigação e que não ficou caracterizado dolo na omissão de socorro. “Contudo, será encaminhada uma cópia integral ao Ministério Público Federal (MPF), que ficará a cargo das medidas que jugar cabíveis em relação a possível crime administrativo em relação à segurança da via”, explicou.

 

Ainda de acordo com Rodrigo Luis Fiorine, também foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra dois profissionais que socorreram uma das vítimas que estavam no carro que causou o acidente.

Homicídio qualificado

O inquérito sobre a morte da família de Campinas será concluído nesta quinta-feira (8). Segundo o delegado Rodrigo Luis Fiorine, a jovem de 21 anos que dirigia o carro será indiciada por três homicídios qualificados e uma tentativa.

“Como ela não tem habilitação e na noite anterior ela participou de uma festa, usou bebida alcoólica e não descansou, esses aspectos denotam a caracterização da culpa, passando o crime do código de trânsito para o código penal. Ela não se preocupou com a segurança das pessoas das vias por onde passou”, destacou.

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, a jovem foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Araguari portando uma substância semelhante à cocaína. O delegado apurou que os profissionais jogaram o material fora e não comunicaram para a polícia. Rodrigo Luis Fiorine disse que eles pondem receber uma pena de três a um ano de prisão.

O delegado também comentou que o namorado da jovem de 21 anos assinou umTermo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ter entregado o carro sabendo que ela havia consumido bebida alcoólica e não tinha carteira.

A família

Segundo consta no laudo, o médico legista aponta que Samuel da Silva Miguel Monare, de oito anos, morreu na hora do acidente. Já os pais sobreviveram por mais tempo. Alessandro Monare, de 37 anos, pode ter morrido na tarde do acidente e a mãe, Belkis da Silva Miguel Monare, 35, um dia depois da colisão.

FONTE: G1

00:00/12:18

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