O fatídico contrato assinado entre a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e a Administração Municipal, em Patos de Minas, é alvo de intensas críticas por parte da população, inclusive com diversas ações na justiça. O tema vira e mexe também faz parte de debates acalorados na Câmara Municipal. O contrato com a COPASA foi assinado no final de 2008, para prestação de serviços de esgotamento sanitário no município pelo prazo de 30 anos, e renovação do serviço de abastecimento de água.

Em contra partida a empresa, pelo contrato, teria que fazer um investimento entre obras de manutenção principalmente, do sistema de distribuição de água, esgoto e tratamento do mesmo.  Porém, passados quase 9 anos da assinatura de contrato e a cobrança de 50% no esgoto na conta de agua, a população questiona o serviço e os investimento feitos pela COPASA no município.

Em entrevista ao Clube Notícia, o presidente da Câmara Municipal Francisco Frechiani, disse que a suspenção da taxa de esgoto em Patos de Minas pode ser feita, mas que depende do prefeito.

João Pinheiro consegue colocar fim na cobrança

No município de João Pinheiro no noroeste de Minas onde a COPASA também presta serviço de tratamento, distribuição de agua e esgotamento sanitário, a prefeitura suspendeu a cobrança da taxa através de projeto de lei sancionada pelo prefeito Edinho Xavier (PDT) na última semana. O decreto foi publicado no Diário Oficial dos Municípios Mineiros nesta terça-feira (19). De acordo com a assessora jurídica de João Pinheiro Ana Paula Duarte, a medida da suspensão da cobrança na taxa da rede de esgoto da conta da população foi tomada após a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) não ter cumprido as leis do contrato de concessão assinado em 2003.

Segundo a assessora jurídica, a COPASA tinha 7 anos para implementar toda a rede de esgoto na cidade e, 14 anos depois, o contrato não foi cumprido e o esgoto que corre a céu aberto tem causado inúmeros transtornos aos moradores.

Fonte: Clube da Noticia