Uma professora da rede municipal de ensino, em Presidente Olegário, foi indiciada por maus tratos pela Polícia Civil, após denúncias de uma suposta agressão a um menino de 3 anos de idade, registrada este ano, na Escola Municipal Valdir Pereira Araújo, ocasião em que foi feita uma ocorrência policial, e um exame de corpo de delito. Além desta denúncia, a acusada já representa outros casos de maus tratos em anos anteriores.

De acordo com depoimentos de uma mãe, que preferiu não se identificar, ela só soube que o filho teria sido agredido quando foi à delegacia prestar depoimento juntamente com o filho de 5 anos de idade, sobre a agressão de um colega de sala. A criança disse á polícia que a professora os agredia com tapas, e jogava os trabalhinhos no lixo.

O inquérito ouviu cerca de 20 pessoas, incluindo mães, alunos, e até mesmo, outros professores. O processo foi enviado para o Ministério Público. Segundo o município, a professora está afastada da sala de aula, sendo designada para outro setor. Caso a acusada seja condenada pelo crime de maus tratos, a mesma poderá pagar uma pena de dois meses a um ano de detenção, e ser exonerada do cargo.

A professora já foi afastada por três vezes, pelo mesmo crime, mas com a abertura do inquérito, a mulher teria conseguido uma liminar na Justiça, e retornado para as salas de aula.

DEFESA DA PROFESSORA

A defesa da professora emitiu a seguinte nota:

“A professora, é servidora pública estável do Município de Presidente Olegário, Estado de Minas Gerais, nomeada em 14/03/2012, por meio da Portaria 20/2012, após aprovação em concurso público para o cargo de Professor PI. Nada obstante, trata-se de professora que conta com mais de 25 (vinte e cinco) anos de profissão em escolas municipais e estaduais.

É fato público e notório que a professora coleciona em suas quase três décadas de sala de aula, diversas homenagens e manifestas demonstrações de carinho por parte das centenas de alunos que já passaram por suas mãos.

Ao longo desse período não recebeu nenhuma advertência ou sequer foi processada.

Também é público e notório que trata-se de professora proativa em trazer benefícios à escola, sendo reconhecida como sinônimo de competência, lisura e experiência na área de atuação.

Quanto aos fatos que lhe são imputados, se alguma denúncia for apresentada pelo Ministério Público, iremos demonstrar a sua inocência durante a instrução processual.“

Atenciosamente

Advogados Paulla Mayra Cardoso Silva e Thiago Cordeiro Fávaro.

Informações: Juarez Martins

Fonte: Patos Já