A Polícia Federal entrou em negociação com familiares do traficante Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, para que ele se entregue. A prisão pode acontecer a qualquer momento, segundo os agentes. O criminoso disputa o controle do tráfico de drogas da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.

Há nove dias, a comunidade vive uma guerra entre traficantes porque Rogério 157 rompeu com Antônio Bonfim Lopes, o Nem, de quem era homem de confiança. De dentro de um presídio em Rondônia, Nem ordenou a invasão de seu bando à favela, que aconteceu em 17 de setembro. Desde então, a Rocinha tem sido palco de intensos tiroteios e ações policiais.

Agora, o foco das operações da polícia é capturar Rogério, para acabar com os conflitos. As investigações apontaram que o traficante chegou a fugir da Rocinha. Mas a polícia crê que ele tenha conseguido voltar para o morro, onde estaria escondido.

A negociação para que ele se renda é conduzida pelo chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, delegado Carlos Eduardo Tomé. “Nós recebemos o contato de familiares dele, tentando negociar uma possível rendição desse traficante.”

“Ele está em confronto com dissidentes do grupo criminoso, ele rompeu o trato com a facção que ele fazia parte e também está sendo procurado pelas forças de segurança. Se ele não se entregar ou não for preso, certamente ele vai acabar sendo morto em confronto, porque ele está com um grupo de traficantes fortemente armado”, explicou o delegado.

Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes chegaram à casa dele no sábado (23) à tarde. O imóvel tinha grandes cômodos, vista privilegiada e artigos de luxo . Apesar de terem encontrado o local onde ele se abrigava, Rogério conseguiu fugir.

Nesta segunda-feira (25), a movimentação de carros era grande nos arredores da Rocinha. Uma equipe da Core esteve na comunidade para checar informações, mas ninguém tinha sido preso até as 12h20 desta segunda.

Desde o início dos confrontos e ocupação da Rocinha, o Disque Denúncia recebeu 135 informes sobre o paradeiro de criminosos. Apenas nesta segunda-feira, foram 30. O serviço aumentou de R$ 30 mil para R$ 50 mil o valor da recompensa a quem repassar informações que ajudem a localizar e prender 157.

Polícia aumentou a recompensa por Rogério para R$ 50 mil (Foto: Reprodução)Polícia aumentou a recompensa por Rogério para R$ 50 mil (Foto: Reprodução)

Polícia aumentou a recompensa por Rogério para R$ 50 mil (Foto: Reprodução)

Balanço das operações

Pelo quarto dia, as Forças Armadas fazem um cerco à Rocinha, para ajudar o trabalho da polícia morro acima. Quase mil militares estão envolvidos na operação. Não houve registros de tiroteio na comunidade desde a tarde de domingo (24).

Entre a sexta-feira (22), quando teve início a operação, e este domingo, forças federais e polícias estaduais registraram 3 mortos, 16 presos e 22 fuzis apreendidos na comunidade, segundo balanço feito pela Secretaria de Segurança Pública do RJ. Na tarde deste domingo, um homem foi preso e um fuzil encontrado na comunidade.

Fonte; G1