O jornalista Marcos Ferreira da Silva, acusado de assassinar a ex-amante durante missa em Ituiutaba, em outubro de 2016, vai a júri popular nesta quarta-feira (16). O julgamento está marcado para começar às 8h na cidade, no Fórum Desembargador Newton Ribeiro da Luz, e não há previsão de término.

A empresária Simone Marca, de 30 anos, foi esfaqueada no dia 7 de outubro do ano passado durante uma missa na Catedral São José, no Centro. Segundo a Polícia Civil, cerca de 80 pessoas presenciaram o crime que teria relação com o fim do relacionamento extraconjugal que manteve com o acusado durante seis anos. As investigações apontaram que o jornalista não aceitava o fim da relação.

O advogado do réu, Aziz Mussa Neto, disse que devem ser ouvidos durante a sessão do júri cerca de 10 testemunhas de defesa e acusação. Ferreira responde por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, quando a morte envolve recurso que impossibilita a defesa da vítima, e feminicídio.

“Foi um caso que gerou muita repercussão, até pelo fato de ter sido dentro da igreja, e isso dificulta os trabalhos da defesa. Mas a gente espera que seja um julgamento tranquilo e queremos demonstrar que ele não estava bem psicologicamente”, comentou Aziz.

O julgamento será presidido pelo juiz da 1ª Vara Criminal da comarca de Ituiutaba, Silas Dias de Oliveira Filho.

Empresária de 30 anos foi morta a facadas dentro da Catedral São José, em Ituiutaba, em outubro de 2016 (Foto: Reprodução/Facebook)Empresária de 30 anos foi morta a facadas dentro da Catedral São José, em Ituiutaba, em outubro de 2016 (Foto: Reprodução/Facebook)

Empresária de 30 anos foi morta a facadas dentro da Catedral São José, em Ituiutaba, em outubro de 2016 (Foto: Reprodução/Facebook)

Ameaças

Na época do crime, a polícia revelou que a vítima decidiu terminar o relacionamento com Marcos, que era casado na época, por se sentir ameaçada. Meses antes de ser morta, Simone chegou a publicar um relato em rede social, falando do medo que sentia do ex-amante.

O jornalista já havia sido preso por violência doméstica e, após dois meses detido, foi liberado quatro dias antes da morte da empresária. Ele foi preso um dia depois do crime na casa de familiares em Rio Verde, no interior de Goiás. Antes, o acusado enviou um áudio pelo WhatsApp para a delegada Roberta Borges Silva Ferreira, que esteve à frente do caso, admitindo a autoria e informando que se entregaria quando o período de flagrante passasse.

Vítima havia postado sobre ameaças do ex em rede social meses antes do crime (Foto: Reprodução/Facebook)Vítima havia postado sobre ameaças do ex em rede social meses antes do crime (Foto: Reprodução/Facebook)

Vítima havia postado sobre ameaças do ex em rede social meses antes do crime (Foto: Reprodução/Facebook)

Relembre o caso:

Fonte; G1