Uma mensagem que circula no WhatsApp alerta: “O vírus da febre amarela vem sofrendo mutações e mesmo vacinados corremos riscos”. Trata-se de um boato.

 (Foto: G1) (Foto: G1)

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As mensagens que têm se espalhado na internet dizem que a Fiocruz lançou uma nova orientação sobre a febre amarela, esclarecendo que o vírus vem sofrendo mutações e que, mesmo com a vacina, há riscos de contrair a doença. “Sendo assim orienta para o uso de repelentes a base de icaridina pra todo mundo”, diz. “Há um novo vírus mutante nos rondando e para o qual não existe vacina”, conclui.

A Fiocruz diz que a mensagem é falsa. A instituição publicou uma nota em suas redes sociais para desmentir os boatos relacionando as mutações do vírus da febre amarela à ineficácia da vacina.

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“Em relação às mensagens que têm circulado nas mídias sociais sobre mutações no vírus da febre amarela, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que:

– No contexto da missão de investigar temas científicos relevantes para a saúde pública brasileira, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizou um estudo para acompanhar possíveis mudanças genéticas no vírus da febre amarela em circulação no país;

– Como resultado dessa análise, foram identificadas mutações no vírus. Esses resultados foram publicados em 2017;

– Não há qualquer impacto destas mutações para a eficácia da vacina;

– A própria comunicação realizada originalmente pela Fiocruz em 2017 já indicava textualmente que: “Sobre um possível impacto para a vacina disponível, os pesquisadores explicam que o imunizante adotado atualmente protege contra genótipos diferentes do vírus, incluindo o sul americano e o africano. Além disso, as alterações detectadas no estudo não afetam as proteínas do envelope do vírus, que são centrais para o funcionamento da vacina.”

É ou não é?’, seção de fact-checking (checagem de fatos) do G1, tem como objetivo conferir os discursos de políticos e outras personalidades públicas e atestar a veracidade de notícias e informações espalhadas pelas redes sociais e pela web. Sugestões podem ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe (caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo após a mensagem também!).

Fonte: G1