Foi realizada na tarde desta terça-feira (19) uma reunião no plenário da Câmara Municipal de Lagamar para discutir sobre a falta de água na comunidade de Indaiazinho, assunto que foi levado pelos próprios moradores da localidade ao Ministério Público do município, e também sobre o racionamento na cidade.

O povoado fica á 18 quilômetros de Lagamar, onde existem mais de duzentas residências que estão sem o fornecimento de água há dias. Os moradores afirmam que o problema é vivenciado quase todos os anos, e que nenhuma providência é tomada pelo poder público.

A falta de chuva, é um  dos principais fatores, mas os moradores destacam a falta da Copasa, principalmente, a ausência de investimentos para a solução de problemas como este. As pessoas que ali vivem, também relataram que há uma empresa de mineração, Votorantim Metais, que realiza o bombeamento de água abaixo do subsolo, o que agrava ainda mais a situação.

O córrego de Indaiazinho, como é conhecido, é a única fonte hídrica da região, e se encontra praticamente seco. Os peixes estão morrendo, e o que ainda resta, segundo os moradores, é apenas uma água barrenta. A população local, muita das vezes, recorre á uma igreja próxima para utilizar a água em atividades básicas de higiene, como por exemplo lavar a louça e escovar os dentes, pois ali há um reservatório maior.

Atualmente, a população de Indaiazinho recorre á cidade de Vazante, a 5 quilômetros do povoado,  para o fornecimento da água. A comunidade pede socorro, pois animais, plantações, e até mesmo a vida humana corre riscos de sobrevivência. A Copasa ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Além do povoado, a cidade de Lagamar está convivendo com o racionamento, e também  está recorrendo a Vazante para o fornecimento de água.

POSICIONAMENTO DA MINERADORA

A estiagem que afeta o noroeste mineiro e a região central do Brasil tem impactado os recursos hídricos e cursos d’água de mais de uma centena de municípios do estado de Minas Gerais, inclusive Paracatu, Lagamar e Presidente Olegário, que estão passando por racionamento, e abastecimento de água. Atenta a esse novo cenário iniciado em 2014, a empresa mantém informadas as autoridades ambientais e realiza monitoramentos e estudos para suas operações em Vazante, que ocorrem em uma região de solo cárstico, como já indicado no Estudo de Impacto Ambiental.

Fonte: Patos Já