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Google segue Facebook e proíbe anúncios de criptomoedas como o bitcoin

O Google decidiu nesta quarta-feira (14) proibir a veiculação de anúncios de moedas virtuais e de ofertas públicas de moedas (ICOs, na sigla em inglês). A empresa segue os passos do Facebook, que em janeiro já havia tomado decisão similar.

O veto do Google foi feito por meio da atualização de sua política de serviços financeiros da empresa, que passa a valer em junho.

A mudança incluída pela empresa não faz menção ao bitcoin ou a criptomoedas. O Google barrou a publicação de anúncios em suas plataformas de “produtos financeiros não regulados ou especulativos, como opções binárias, criptomoedas, mercados de câmbio e contratos diferenciais (CFDs)”.

A restrição imposta pelo Google tem como objetivo coibir a disseminação de golpes. “À medida que evoluem as tendências de consumo e melhoram nossos métodos para proteger a web aberta, também melhoram os esquemas de fraude online”, afirmou Scott Spencer, diretor de anúncios sustentáveis da empresa, em nota.

A companhia também divulgou seu último relatório de publicidade digital, no qual afirma que tirou 3,2 bilhões de anúncios que infringiam as diretrizes da plataforma em 2107.

Facebook

A proibição do Google vem na esteira da mesma medida adotada pelo Facebook em janeiro.

A rede social afirmou na época que os anúncios na plataforma não promoveriam “produtos financeiros e serviços frequentemente associados com práticas promocionais enganosas ou falsas, como opções binarias, ofertas iniciais de moedas ou criptomoedas”.

“Nós queremos que as pessoas continuem a descobrir e aprender sobre novos produtos e serviços por meio de anúncios do Facebook sem temer serem enganadas ou cair em uma armadilha. Dito isso, há muitas companhias que estão anunciando opções binárias, ICOs e criptomoedas que não são operações com boa fé”, afirmou Rob Leathern, diretor de gerenciamento de produtos do Facebook.

A rede social admitiu que talvez não consiga barrar todos os anúncios que prometam produtos especulativos como os descritos. Para preencher a lacuna, pediu aos usuários que denunciem propagandas com essa configuração.

Facebook proíbe anúncios de serviços financeiros especulativos, como criptomoedas, e dá exemplo dos tipos de propagandas proibidas. (Foto: Reprodução/Facebook)Facebook proíbe anúncios de serviços financeiros especulativos, como criptomoedas, e dá exemplo dos tipos de propagandas proibidas. (Foto: Reprodução/Facebook)

Facebook proíbe anúncios de serviços financeiros especulativos, como criptomoedas, e dá exemplo dos tipos de propagandas proibidas. (Foto: Reprodução/Facebook)

Oferta pública de criptomoedas (ICO)

Em se tratando de fraudes financeiras propagadas pela internet, as ICOs são um prato cheio para a disseminação de fraudes. Em tese, essas operações são destinadas a levantar capital para um determinado projeto ou empresa.

Assim como as ofertas públicas de capital (IPO, na sigla em inglês), os ICOs são uma venda de fatias de um determinado negócio. Só que, em vez de ações, os compradores adquirem novas moedas virtuais, geradas apenas para aquela transação.

A nova forma de levantar capital chegou a superar a indústria de capital de risco na China, até o governo proibir as operações devido ao seu alto grau de risco. Autoridades reguladoras de países como Japão e Estados Unidos também vetaram as práticas.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou na semana passada que não registrou nenhuma ICO. Além disso, a autarquia diz que nem todas as ofertas públicas de moedas virtuais poderiam ser supervisionadas por ela, já que há operações desse tipo que não negociam valores mobiliários.

A CVM listou uma série de riscos enfrentados pelos investidores que queiram apostar em ICOs, tais como:

  • Fraude ou pirâmide financeira;
  • Esquema de lavagem de dinheiro ou evasão fiscal ou de divisas;
  • Ataques cibernéticos contra redes que mantenham ativos virtuais;
  • Volatilidade das moedas digitais;
  • Dificuldades jurídicas e operacionais em caso de litígio, já que os emissores desses ativos podem estar distribuídos por vários países.

Fonte: G1

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