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Estudante queimada em carro após ataque de desconhecida tem quadro grave; Justiça mantém prisão de suspeita

A estudante de farmácia Beatriz Carneiro de Araújo, de 20 anos, queimada dentro do carro após ser atacada por outra mulher, está internada em estado grave, porém estável, segundo boletim divulgado na tarde deste sábado (17) pelo Hospital de Queimaduras de Anápolis, a 55 km de Goiânia. A suspeita do crime, de 38 anos, que era desconhecida da vítima, teve a prisão mantida pela Justiça.

Ainda segundo o boletim, Beatriz, que teve 45% do corpo queimado, se recupera em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas está consciente e sem febre. Ela também respira espontaneamente.

O crime ocorreu na manhã de sexta-feira (16), em São Luís de Montes Belos, a 120 km de Goiânia, onde a vítima mora. Segundo o Corpo de Bombeiros, a jovem havia ido comprar pão em um supermercado e, quando voltou para o carro, uma mulher quebrou o vidro da porta com uma marreta, jogou álcool e ateou fogo.

Ela teve queimaduras de 2º grau no rosto, peito, costas e braços. Inicialmente, ela foi socorrida e encaminhada para um hospital particular da cidade. Em seguida, foi transferida para o hospital em Anápolis.

Em nota, o delegado Victor Avelino, responsável pelo caso, informou que a suspeita ficou em silêncio durante o depoimento. Destacou ainda que está investigando o caso “com o intuito principal de determinar a motivação do crime”.

Prisão

A suspeita do crime foi presa em flagrante logo em seguida. Segundo o advogado da família de Beatriz, Marcelo Borges, ela passou por audiência de custódia no mesmo dia do crime e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

Indignado, o pai de Beatriz, Carlos Araújo, disse que não consegue entender o que motivou o ataque, haja vista que sua filha nem mesmo conhece a suspeita.

“Foi do nada. Poderia ter sido com qualquer um. Que eu saiba, a Beatriz não tem rixa com ninguém, é uma menina reservada, nunca teve desavença nenhuma. Estamos todos arrasados. Não conheço essa pessoa, mas vamos acompanhar o caso e queremos justiça”, afirmou.

Fonte: G1

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