Epidemia de obesidade no Brasil cresce 60% em 12 anos

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Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que 18,9% da população acima de 18 anos nas capitais brasileiras é obesa. O percentual é 60,2% maior que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006, quando essa parcela era de 11,8%.

A boa notícia é que, embora bastante elevado, sobretudo quando comparado a outros países da América do Sul, o número indica que a epidemia de obesidade começa a dar sinais de estagnação – a proporção de pessoas acima do peso se manteve a mesma entre 2015 e 2017. “Os indicadores apontam para uma tendência de estabilização entre a população das capitais”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Maria de Fátima Marinho de Souza.

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Souza alerta, no entanto, que a queda na velocidade da expansão não tranquiliza e que “é preciso reforçar a prevenção”. Entre as medidas consideradas cruciais, mudanças nas regras de rótulo de alimentos e políticas que permitam maior acesso a frutas e hortaliças.

Pessoas consideradas obesas são aquelas que tem Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. A nova pesquisa do Ministério da Saúde, batizada de Vigitel, foi feita por telefone com pessoas que vivem nas capitais brasileiras. No final do ano, um novo estudo, medindo o peso dos voluntários, será realizado para confirmar o números.

Novos hábitos

Os sinais de estabilização de sobrepeso e obesidade nos últimos dois anos vêm acompanhados de mudanças no comportamento do brasileiro, que hoje consome menos refrigerante e bebidas adoçadas que na última década e se exercita um pouco mais. Em 10 anos, a queda do consumo de bebidas foi de 52,8%. Em 2007, 30,9% dos moradores das capitais faziam uso regular desses produtos. Agora, o comportamento é citado por 14,6%.

“Houve uma queda importante, mas o consumo no país ainda é muito alto”, afirma a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa. Sobretudo entre a população mais jovem. Na faixa entre 18 e 24 anos, 22,8% consomem refrigerantes e bebidas adoçadas regularmente. “Do ponto de vista nutricional, esses produtos não trazem nenhuma vantagem e têm grande concentração de açúcares. O ideal seria reduzir ao máximo o consumo”, afirma Michele. A faixa etária mais jovem é a que mais ingere essas bebidas e, ao mesmo tempo, a que apresentou menor redução de consumo no período analisado: 43,17%.

FONTE: VEJA