Empresas de tecnologia exploram crianças sem pais perceberem

Conhecida como um território de muitas oportunidades, criatividade, socialização, aprendizado, interatividade, brincadeiras e novas descobertas, a internet é um dos sistemas mais presentes em nosso dia a dia, seja no trabalho, lazer ou estudos. Entretanto, a exposição excessiva e sem cuidados pode representar um perigo para seres humanos, principalmente às crianças e adolescentes.Os chamados hiperconectados, conhecidos como geração alpha, é a primeira 100% digital, consequentemente é a que mais sofreu exposição à tecnologia. Além do cenário de pandemia, o que aumenta ainda mais o tempo de uso de eletrônicos com conexão à internet, essa hiperconectividade tem gerado cada vez mais uma enorme assimetria de poder nas relações indivíduos-agentes (públicos e privados), responsáveis pelo processamento de dados pessoais.Economia de DadosDados pessoais são coletados e processados antes do nascimento. No caso das crianças e adolescentes, podem ser coletados desde o design de um novo brinquedo ou jogo eletrônico até estratégias para sua difusão e comercialização em pontos de venda físicos ou virtuais apresentados aos pequenos. Nesse meio, os corretores de dados têm sido responsáveis por coletar informações de diversas fontes e bancos de dados, privados e públicos, para intermináveis perfis de mercado, suas preferências, desejos e possibilidades de influência. Por conta disso, muito se fala sobre a noca economia de dados e quão valiosas são essas informações para práticas comerciais variadas.Estatísticas e algoritmos computacionais são os que começam a condicionar a vida das pessoas nesse contexto de Big Data, decidindo sobre suas oportunidades e frequentemente prejudicando suas liberdades individuais, na medida em que podem levar a um aumento de prever o comportamento das pessoas.criancas-tecnologia-internet-seguranca-informacao.jpgNo Brasil, 89% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos são usuários da rede. Foto: ReproduçãoCrianças e adolescentesAs práticas de exploração comercial para crianças e adolescentes, baseadas em modelos de negócios que realmente não consideram seu melhor interesse e a prioridade absoluta de seus direitos. Em todo o mundo eles representam 1/3 das pessoas que usam internet. Consideradas pessoas em treinamento que experimentam um estágio peculiar de desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial, os pequenos precisam de apoio para desenvolver saúde e segurança contra todas as categorias de violência.No entanto, para isso é preciso ter mais transparência nos procedimentos de coleta e processamento de dados e é essencial que aqueles que detêm o poder tenham maior compromisso em garantir os direitos da criança e do adolescente, nos termos do artigo 227 da Constituição Federal, com prioridade absoluta, desde o design de plataformas, serviços e produtos, até sua colocação no mercado consumidor. Via: UOL
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