E-mail: [email protected] - WhasApp: (34) 9 9810-5536

Educação, Sedpac e Rede Minas lançam concurso de vídeos sobre desconstrução do machismo no ambiente escolar

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais (Sedpac) e a Rede Minas, lançou na Escola Estadual Governador Milton Campos (Estadual Central), em Belo Horizonte, o concurso de vídeos “Descontruindo Práticas Machistas No Cotidiano das Escolas”. O anúncio oficial foi feito durante a segunda edição do projeto Educa e Empodera as Minas.

O concurso, que teve o edital publicado no dia 6/3 e cujas inscrições gratuitas estão abertas a partir desta quinta-feira (8/3), foi criado com o objetivo de debater sobre o machismo e sobre a importância da desconstrução desse conceito dentro das escolas.

De acordo com a coordenadora de Educação em Direitos Humanos da SEE, Kessiane Goulart, esta ação é mais uma das que estão programadas para reforçar a luta do dia 8 de março e ela está inserida dentro do projeto Educa e Empodera as Minas, que está em seu segundo ano consecutivo.

“Uma das premissas da Educação em Direitos Humanos é a gente discutir todas as formas de violência, e o machismo é uma das que estão mais estruturadas na sociedade, e nem é preciso dizer que isso prejudica muito as mulheres, e muitas vezes até os homens. Por isso a gente precisa levar para dentro das escolas os debates sobre machismo e sobre as questões de gênero para, inclusive, fazer a prevenção de violências e conflitos. Os estudantes precisam estar conscientes e ser protagonistas desse processo”, diz Kessiane.

A superintendente de Autonomia Econômica das Mulheres e Articulação Institucional da Sedpac, Renata Rosa, esteve presente na inauguração do concurso e, animada, deixou seu recado para os estudantes.

“Minas Gerais tem 853 municípios, e o debate sobre o machismo e a luta a favor dos direitos e igualdades das mulheres têm que chegar a todos eles. E nada melhor que envolver nossos meninos e meninas estudantes da rede estadual de ensino nesse processo de desconstrução das relações desiguais de poder, por meio de suas produções de vídeo. Precisamos espalhar um novo tempo de bem viver e a escola é o lugar ideal para começar esse movimento”, afirma Renata

Os vídeos poderão ser produzidos por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e pelos alunos do ensino médio. Cada escola estadual poderá enviar dois vídeos, um sobre cada eixo – “Empoderamento de Jovens Meninas”, que visa expor o reconhecimento das mulheres na sociedade, do seu valor, de suas conquistas e de suas lutas por direitos; e “Meninos Pelo Fim da Violência”, que pretende mostrar os jovens adolescentes não como protagonistas dos atos violentos, e sim da luta pelo fim deles.

As inscrições para o concurso vão de 8 de março a 15 de abril e os vídeos podem ser feitos com celulares, câmeras digitais ou outros equipamentos de filmagem que os alunos tiverem às mãos.

Serão selecionadas 10 produções de cada eixo e as vencedoras serão veiculadas na programação da Rede Minas. Além disso, os produtores dos vídeos escolhidos ganharão uma visita ao Plug Minas, em Belo Horizonte, para conhecerem mais sobre o espaço onde o foco é o protagonismo juvenil.

A analista de educação e responsável técnica pelas ações e gênero e sexualidade da Coordenação de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da SEE, Laís Patrocínio, explica que é importante as escolas incentivarem esta ação e a participação dos alunos no concurso de vídeos.

“Vamos enviar um conjunto de orientações às escolas para que elas façam, durante o mês de março, rodas de conversas temáticas – grupos de discussão só de meninas, só de meninos e até entre as profissionais da educação que trabalham dentro da escola para que haja o debate de acordo com a perspectiva específica de cada eixo e grupo. Enfim, as conversas têm que ser estimuladas para que os vídeos produzidos sejam consequências, sejam resultado do conteúdo que foi gerado a partir das discussões”, explica Laís.

Fonte: Agência Minas

Fechar