‘Dragon Ball FighterZ’ é o melhor game de luta do desenho?

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Para quem é fã, é difícil jogar “Dragon Ball FighterZ” e não lembrar com carinho e emoção das grandes batalhas travadas por Goku e seus amigos no mangá e desenho animado que faz sucesso há quase 30 anos.

O estilo gráfico de um game de “Dragon Ball Z” nunca foi tão parecido com a obra original. E a velocidade dos combates, ao lado da quantidade de golpes, “magias” e explosões que pintam na tela por segundo, faz parecer que você está assistindo a uma reencenação de alguma das mais intensas lutas planetárias da animação.

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Mas isso é o suficiente pra fazer de “Dragon Ball FighterZ” o melhor game de luta inspirado no desenho? O G1 jogou e explica em cinco pontos:

1. Igual à TV

A primeira coisa que você vai notar em “Dragon Ball FighterZ” é, sem dúvida, o visual do jogo, extremamente similar ao do desenho animado.

Isso não acontece só porque o traço usado é cartunesco, mas porque o game adota o estilo de batalhas em 2D, onde os lutadores só podem andar pra frente e pra trás, como em “Street Fighter” e outros clássicos do gênero.

Dispensando os cenários e personagens em 3D, “Dragon Ball FighterZ” leva o jogador diretamente de volta para o universo de Goku e companhia.

As animações frenéticas dos golpes e especiais, a troca constante de lutadores e os pequenos detalhes que dão uma leve impressão de interatividade com os ambientes sustentam a ideia: menos é mais.

2. ‘Kamehameha’ molezinha

Depois de fisgar a atenção do jogador pela aparência, “Dragon Ball FighterZ” revela sua principal cartada: um sistema de combos e golpes especiais que bebe da velha escola do fácil de aprender, mas difícil de dominar.

Emendar longas e belíssimas combinações de socos e chutes é tarefa simples, o que traz uma sensação imediata de satisfação. Com poucos minutos de partida, e mesmo sem estar acostumado a games de luta, você vai encher a tela da TV de cores e explosões.

Isso se deve ao fato de todos os movimentos de “Dragon Ball Fighter Z” serem executados com no máximo um comando de quarto de lua no controle, o famoso “hadoken”. Já os especiais podem ser soltados apertando um único botão depois da barra de “super” atingir um determinado nível.

É uma sensação ímpar assumir as botas de Vegeta e conseguir, com pouco esforço, fazer uma sequência de socos e chutes no chão, levantar o adversário no ar, saltar e depois mandar um “kamehameha”.

Nem tudo são flores, é claro. Basta uma busca rápida por “Dragon Ball FighterZ combos” no YouTube para perceber que tem muito craque no jogo. Aprimorar sua habilidade nessa batalha de heróis, assim como em outros games do gênero, ainda vai depender de treino, habilidade e muito estudo do jeitão de cada lutador.

Com um elenco de personagens que abrange todas as sagas clássicas de “Dragon Ball Z” (e até da fase atual, “Super”), o game tem à mão não só a maioria dos lutadores favoritos dos fãs, mas uma boa seleção de estilos de luta distintos.

Goku é balanceado e fácil de começar jogando, enquanto Vegeta é um dos mais ligeiros. Já o mercenário Hit deve levar o caneco de personagem mais complexo do bonde, dono de um repertório de golpes que exige muita proximidade do adversário – mas em contrapartida causa bastante dano.

Ao contrário de jogos antecessores, como “Dragon Ball Xenoverse”, que exagerava no número das diferentes versões dos personagens ao longo dos anos, “Dragon Ball FighterZ” prefere se focar em momentos mais conhecidos do anime. Isso facilita o trabalho dos jogadores mais casuais, mas frustra um pouco quem gostaria de acessar um Goku Super Sayajin 4, por exemplo.

4. Treinamento de paciência

O modo história de “Dragon Ball FighterZ” vai além de ser um passo a passo glorificado do jogo, com lições básicas aos inexperientes. Mas isso não o furta de ser um ponto baixo do game.

“FighterZ” mostra um cuidado já existente nos dois “Xenoverse” e explica bem o sistema de batalha, no qual times de três lutadores se enfrentam, mas apenas um fica na arena. Além disso, um sistema simples de evolução, habilmente costurado na trama, ajuda a manter o interesse nas primeiras horas e até “força” as pessoas a trocarem de pesonagens.

Com três tramas distintas apresentadas (heróis, vilões e andróides), o game dá a impressão de mostrar vários lados diferentes de uma mesma história. A ilusão logo passa. Cada uma é, na verdade, uma versão levemente modificada da anterior, e a repetição de confrontos e lutadores logo se torna um problema.

Dificilmente o jogador é desafiado pela inteligência artificial dos adversários, então logo parece um treinamento repetido mais de 100 vezes. Quem chegar ao final do terceiro modo realmente merece o título de maior guerreiro do universo.

5.

Assim como outros games de luta atuais, a vivência em “Dragon Ball FighterZ” gira em torno de uma sala online que dá acesso a todos os modos de jogo. São vários tipos diferentes de partida, seja no modo “arcade” (contra a máquina), seja no “versus” contra outros jogadores do mundo. Tudo tranquilo, não fosse a baixa qualidade dos servidores do jogo.

Nos testes do G1, a taxa de quedas de conexão, durante lutas e mesmo fora delas, foi alto demais para um título desse porte. E às vezes a única maneira de resolver o problema era reiniciando o game.

Melhor ou não?

Apesar dos problemas técnicos e da história pouco inspirada, “Dragon Ball FighterZ” proporciona a experiência mais fiel de um game de luta baseado no desenho animado. O estilo de jogo rápido e plástico está em sintonia com o espírito do anime, que sempre prezou mais pelo combate intenso e próximo do que grandes batalhas em áreas abertas.

“Dragon Ball FighterZ” é recomendação certa para fãs da obra de Akira Toriyama. E também vai agradar os veteranos de games de luta em busca de uma nova área para se aprimorar.

Fonte: G1