Covid-19: estudo comprova eficácia do tratamento com plasma convalescente

Na última segunda-feira (10), os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos provaram a eficácia do tratamento com transfusões de plasma sanguíneo para infectados pelo coronavírus em estado grave. Feito com plasma convalescente, ou seja, com o plasma de pessoas com a Covid-19, o tratamento é capaz de fornecer anticorpos precisos contra o vírus para pacientes em processo de recuperação da doença.”Nossos estudos até agora mostram que o tratamento é seguro e, em um número promissor de pacientes, eficaz”, contou James Musser, chefe do Departamento de Patologia e Medicina Genômica do hospital Houston Methodist e um dos principais autores da pesquisa.Para o estudo, a maioria dos pacientes debilitados recebeu apenas uma amostra de plasma convalescente. No entanto, 70 deles receberam duas doses do tratamento, que é feito com a parte líquida do sangue.ReproduçãoAplicação do tratamento com plasma convalescente. Imagem: Prefeitura de Caxias do SulA pesquisa analisou os pacientes por 28 dias e constatou a redução no índice de mortalidade entre os infectados. Além disso, concluiu que o tratamento é mais eficaz para aqueles que recebem o plasma nas primeiras 72 horas após a internação pela doença. Portanto, quando antes o plasma for introduzido, maiores as chances de um tratamento bem-sucedido.As diversas pessoas acompanhadas pelo estudo foram pacientes do hospital Houston Methodist que ficaram internados pela doença entre 28 de março e 6 de julho. Os resultados do tratamento foram comparados ao quadro de infectados que não receberam o plasma convalescente no mesmo período.”Embora o tratamento com plasma convalescente permaneça experimental e tenhamos mais pesquisas para fazer e dados para coletar, agora temos mais evidências do que nunca que esta terapia de plasma centenária tem mérito, é segura e pode ajudar a reduzir a taxa de mortalidade por este vírus”, concluiu Musser sobre o método, que também foi utilizado como tratamento para a gripe espanhola no início do século XX.Via: Uol
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