Com ‘Os últimos Jedi’ e nova trilogia de ‘Star Wars’, Rian Johnson vira ‘queridinho’ da Disney

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Rian Johnson foi uma típica criança dos anos 1970: queria ser Luke Skywalker enquanto brincava com bonequinhos de “Star Wars” no quintal de casa. A diferença é que, hoje, tem o destino da saga em suas mãos.

O diretor de 43 anos virou protegido da Disney após concluir “Os últimos Jedi”, oitavo episódio que estreia nesta quinta-feira (14). Entre os mimos que recebeu, há uma nova trilogia, separada da saga principal. Ele será responsável pelas produções e dirigirá e escreverá a primeira delas.

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“Está bem no comecinho. Ainda estou pensando, não há detalhes”, diz aoG1, durante uma maratona de eventos para promover o novo filme, na Cidade do México.

“Mas as possibilidades disso e a ideia de fazer uma nova história com três filmes e ter essa tela para trabalhar… Meu Deus, estou muito empolgado”.

O anúncio foi, de certa forma, surpresa para quem encontrou o cineasta durante as gravações do oitavo episódio, em maio de 2016. Quando o G1 teve a breve chance de conversar com Johnson sobre as dificuldades de adaptar suas visões criativas ao universo criado por George Lucas, ele parecia esgotado fisicamente.

Com olheiras profundas, cabelo desgrenhado e mais magro que o habitual, o diretor ainda enfrentaria mais um mês de filmagens, além de um bom tempo dedicado à divulgação do longa.

Esse foi um dos motivos que dificultaram que assumisse o comando do “Episódio 9” (com lançamento marcado para dezembro de 2019), após a demissão de Colin Trevorrow.

J. J. Abrams, diretor de “O despertar da Força” (2015), foi convocado para o lugar de Trevorrow. Nos últimos meses, a Disney também usou o argumento das diferenças criativas para dispensar Phil Lord e Christopher Miller, até então responsáveis por “Han Solo: Uma história Star Wars” (previsto para maio de 2018).

Já ao diretor e roteirista do “Episódio 8” a empresa deu liberdade e até o estímulo para dar seu tom pessoal aos filmes da franquia.

“Eles disseram: ‘Você precisa encontrar o caminho com o qual se importa, e fazer o filme sobre isso. Tem que contar uma de suas histórias através disso’.”

“Acho que tem que ser assim”, avalia. “Isso é muito inteligente. Essa foi a escolha que George Lucas fez. É por isso que os filmes originais parecem tão vivos, porque eles vieram do coração de alguém”. Mas o próprio diretor impõe uma barreira a não ser ultrapassada.

“O único limite é que se pareça com ‘Star Wars’ e, para mim, isso significa ser uma aventura divertida.”

“E que pareça honesto. Se você alcança essas duas coisas, acho que pode ir a qualquer lugar nesse universo.”

Tempo para pensar

Na vida pré-“Star Wars”, Johnson era só mais um nome promissor de Hollywood, conhecido por criar e escrever as próprias histórias.

Sua escolha para “Os últimos Jedi” reflete a tendência da Disney de dar poder a diretores relativamente novos em suas sagas de sucesso. Mas também é uma aposta em alguém que trabalha apenas em projetos originais.

Seu terceiro longa-metragem, “Looper: Assassinos do Futuro”, era seu filme mais conhecido. A trama subverte o gênero de ficção científica, com Joseph Gordon-Levitt no papel de um assassino profissional que viaja no tempo e entra em conflito com sua própria versão mais velha. O diretor também comandou episódios elogiados da série “Breaking bad”.

Ao ser convidado para dirigir “Os últimos Jedi” – acredite –, ele pediu à presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, um tempo para pensar. Havia se acostumado a dizer não a chamados para trabalhar em franquias depois de “Looper”, segundo contou ao “The New York Times”. Nos dias seguintes, mal conseguiu dormir.

“Sabia que isso significaria muito para mim. A pior coisa que posso imaginar é ter uma experiência ruim fazendo um filme de ‘Star Wars’.”

É difícil pensar em Johnson num nível assim de nervosismo. O diretor tem fala mansa e nunca muda o tom de voz – Mark Hamill, o Luke Skywalker, contou que era assim também no set de “Os últimos Jedi”.

Ele confirma que, mesmo com o cansaço, conseguiu manter o jeito tranquilão durante as filmagens, depois de um período “assustador” na pré-produção. “Estava me divertindo enquanto trabalhava”, lembra. Mas agora jura que a serenidade é só fachada.

“No momento em que terminei o filme e começou a contagem regressiva para as pessoas assistirem, começou a ser assustador de novo”, diz. “Estou um pouco mais empolgado do que assustado, mas só um pouquinho.”

 Fonte: G1