‘Borboleta espacial’ tem imagem inédita capturada por telescópio do ESO

Em imagem inédita capturada por um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), a nebulosa NGC 2899 aparece com duas “asas” azuis quase simétricas, lembrando uma borboleta. É a primeira vez que a bolha de gás é registrada com tantos detalhes, possibilitando enxergar com clareza suas bordas.A nebulosa está localizada entre 3 mil e 6,5 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Vela. Ela deve sua aparência simétrica ao fato de possuir duas estrelas centrais. Uma delas morreu e eliminou suas camadas externas, e a outra agora interfere no fluxo de gás, tornando possível o aspecto de borboleta. De acordo com o ESO, somente 10% a 20% das nebulosas apresentam esse formato.  Com temperaturas superiores a 10 mil graus Celsius, as duas faixas de gás se afastam até dois anos-luz do centro, cobrindo a visão de outras estrelas da Via Láctea com seu brilho. O calor faz com que os gases assumam cores: o que aparece na imagem em vermelho é o hidrogênio, e o azul, oxigênio. O telescópio responsável pelo registro foi o Very Large Telescope (VLT), situado no Chile. Quando não está sendo utilizado para observações científicas, ele serve ao projeto ESO Cosmic Gems, uma iniciativa que captura imagens de objetos espaciais visualmente atraentes para fins educacionais e de divulgação pública.Morcego cósmicoA borboleta não é o único animal terráqueo a ser capturado pelo programa Cosmic Gems. Em 2019, o VLT registrou uma imagem fascinante da nebulosa NGC 1788, cujo formato lembra as asas de um morcego (embora seja necessária uma quantidade bem maior de imaginação para vê-lo).morcego-cosmico.jpg”Morcego cósmico” registrado pelo Very Large Telescope. Imagem: ESODiferente da NGC 2899, o “morcego cósmico” não emite luz, e suas “asas” negras só podem ser vistas graças à presença de um aglomerado de estrelas jovens em seu núcleo. Por esse motivo, ele é classificado como uma nebulosa de reflexão.Esse tipo de nebulosa é formado por nuvens de poeira que refletem a luz de uma ou mais estrelas próximas. Nesse caso, as estrelas não são suficientemente quentes para fazer com que os gases assumam cores, como no caso da “borboleta”, mas seu brilho faz com que eles sejam visíveis. Via: ESO
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