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Bancada do MDB no Legislativo Mineiro vai contra presidente do partido e desautoriza rompimento com Pimentel

O rompimento do MDB com o governador Fernando Pimentel (PT) anunciado nas prévias do partido foi desautorizado nesta quarta-feira (2) pela bancada estadual do partido na Assembleia. Segundo o grupo, o partido continua integrando a base do petista e só vai decidir se terá ou não candidato à sucessão do petista em julho, na convenção.

No Legislativo, os parlamentares ainda não descartam a manutenção da aliança PT e MDB para as eleições de 2018.

Segundo o líder do MDB na Assembleia, deputado Tadeu Martins Leite, a prévia foi “mais um sentimento” e o evento “não é uma instância decisória”. “Representou o sentimento de parte do partido, temos que confirmar se é de fato o interesse de todo o partido. A decisão de fato será tomada na convenção de julho, não só se teremos candidatura própria mas qual nome representará a sigla”, afirmou.

Após a decisão do MDB pela candidatura própria, tomada com 353 votos nesta terça-feira, o presidente do partido Antônio Andrade decretou o rompimento e disse que os filiados do partido deveriam deixar os cargos no governo Pimentel. Ele próprio afirmou que não renunciaria por ter sido “eleito democraticamente”.

Deputados ausentes

Apesar de discordar da validade da reunião, que só teve a presença de dois dos 13 deputados estaduais, Tadeu Leite disse que a ausência dos parlamentares não foi “orquestrada”.

Segundo ele, coincidiu com o 1º de maio e muitos estavam em festividades no interior. A data foi alterada de março para maio justamente a pedido da bancada estadual, que articulou o adiamento como forma de tirar o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) da legenda.

Tadeu Leite diz que o sentimento do partido hoje é pela candidatura própria, mas não descartou a união com o PT. Ele acredita na possibilidade de juntar  Pimentel, o presidente da Assembleia Adalclever Lopes (MDB) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em uma mesma chapa.

Ainda na base

Segundo o líder, a questão eleitoral ainda será discutida. “Por enquanto o MDB continua como base de governo, como sempre foi. Estamos aqui apoiando os principais projetos dentro da Casa”, afirmou Leite.

O deputado Vanderlei Miranda disse não ter ido às prévias porque era uma reunião que não tinha “nenhum caráter oficial nem jurídico”. “O que vimos ontem foi mais um balão de ensaio, sem respaldo jurídico. O que de fato vai apontar os caminhos é a convenção”, afirmou.

O deputado estadual negou rompimento com Pimentel e disse que, por enquanto, a bancada continua mantendo o compromisso com o governo estadual. “Quando ele (Antônio Andrade) saiu candidato a vice-governador nos chamou e nos pediu apoio. Quando anuncia o rompimento não consultou nenhum de nós, então entendemos que foi uma decisão unilateral”, disse.

Com informações: Jornal Estado de Minas

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