‘Animais Fantásticos’ e candidatos à vaga no Oscar são destaques nas estreias do cinema

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“Animais Fantásticos”, saga inspirada em Harry Potter, chega com seu segundo filme, “Os crimes de Grindelwald”, nos cinemas. A semana também conta com estreia de “O Grande Circo Místico” e “Em chamas”, filmes que tentam por seus países (Brasil e Coreia do Sul) um lugar na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Oscar 2019.

“Sueños Florianópolis”, “Verão” e “Tudo acaba em festa” também estão na lista de estreias nas telonas esta semana.

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“Animais Fantasticos – Os Crimes de Grindelwald”

Johnny Depp, que só fazia uma pontinha em “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016), ocupa espaço de destaque como o grande vilão da sequência da nova franquia do universo Harry Potter, “Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald”.

Na pele de Gellert Grindelwald, Johnny Depp encarna um bruxo maligno e maldito, encarcerado com segurança máxima e até requintes de crueldade. O esquema falha fragorosamente numa transferência do prisioneiro, quando ele consegue escapar para colocar em prática um plano de dominação do mundo.

Enquanto isso, o simpático magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) tem sua própria pendência. No momento, ele está proibido de viajar depois que seus estranhos bichinhos causaram a maior destruição em Nova York em sua última passagem.

VEJA O TRAILER DESTE FILME

“O Grande Circo Místico”

Um dos nomes fundamentais do Cinema Novo, Cacá Diegues voltou neste ano a Cannes, festival de que participou da competição três vezes, nos anos 1980 (com “Bye Bye Brasil”, “Quilombo” e “Um Trem Para as Estrelas”), desta vez fora da disputa de prêmios com seu drama musical “O Grande Circo Místico”. Coprodução com Portugal e França, o filme foi escolhido como representante brasileiro para concorrer a uma vaga no Oscar de filme estrangeiro.

O roteiro, do próprio Cacá e George Moura, expande um poema de Jorge de Lima, e acompanha várias gerações de uma família circense, a partir de 1910. Amparado nas belíssimas músicas de Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo para o musical homônimo dos anos 1980, o filme ostenta visível ambição técnica e visual para materializar sonhos. Uma das características mais evidentes deste registro em busca do fantástico é o personagem de Celavi (Jesuíta Barbosa), mestre de cerimônias do circo que acompanha as diversas gerações ao longo do tempo sem envelhecer – e é uma das presenças mais carismáticas da história, como alívio cômico inclusive. Nem tudo o mais funciona tão bem, especialmente o ritmo dramático e os estereótipos das personagens femininas. (Reuters)

“Em chamas”

Adaptando obra do escritor japonês Haruki Murakami, o cineasta Lee Chang-dong explora muitos gêneros num filme impactante, que foi indicado para representar a Coreia do Sul na disputa de uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro.

São três protagonistas jovens: a moça Haemi (Jun Jong-seo) e dois homens, o rico Ben (Steven Yeun, da série “The Walking Dead”) e o desempregado Jongsu (Yoo Ah-in). Não se trata de um mero triângulo amoroso e sim de um jogo de verdades e mentiras, exercido nos mínimos detalhes – inclusive a existência, ou não, de um gato de estimação, cujo cuidado dá início ao próprio relacionamento entre Haemi e Jongsu.

Na verdade, os dois se conheceram na infância e se reencontram, anos depois. Depois de uma noitada, ela, que vai viajar à África, pede ao amigo que cuide de seu gato em sua ausência. O fato de que esse gato nunca é visto quando Jongsu vem alimentá-lo coloca em dúvida o que é digno de ser acreditado, ou não. Tudo depende de como se constrói a versão – e Jongsu é um aspirante a escritor, por isso, morde a isca. (Reuters)

“Verão”

Filmado num belíssimo branco e preto (fotografia de Vladislav Opeliants), o novo filme de Kirill Serebrennikov, concorrente na competição principal de Cannes 2018, reconstitui a cena roqueira da Leningrado dos anos 1980, então liderada por Mayk Naumenko (Roman Bilyk), Viktor Tsoy (Teo Yoo) e sua turma.

Trinta e oito anos atrás, esses dois foram protagonistas de uma onda pop, que se nutria das maiores influências do rock ocidental – Lou Reed, The Clash, Bob Dylan, T-Rex, Joy Division, Blondie, tudo valia.

Nascido em 1955, Mayk era uma espécie de estrela do clube local, seguido por uma legião de fãs. Ao seu lado, sempre a mulher e musa Natasha (Irina Starshenbaum) – em cujas memórias, aliás, o filme é inspirado. E o próprio Mayk apadrinha o novato Viktor, mais lírico e seu admirador, e que termina atraindo o interesse de Natasha. (Reuters)

“Sueño Florianópolis”

Marco Ricca e Andrea Beltrão são os brasileiros que se juntam a uma equipe quase toda argentina para contar a história de “Sueño Florianopolis”. O drama cômico conta a história de um casal em crise que tenta uma reconexão entre si e, para isso, pega a estrada de Buenos Aires, na Argentina, para Florianópolis, no Brasil.

Após os quase 1800 quilômetros de viagem, Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón conhecem o casal Marco (Marco Ricca) e Larissa (Andrea Beltrão). A partir daí começa uma história sobre primeiros amores, amores passados e experiências inusitadas.

A diretora Ana Katz garante que a história dos dois casais de nada tem a ver com a rivalidade entre brasileiros e argentinos e, sim, sobre as diferentes formas de se relacionar e de enxergar alguns temas. Nesse caso, a separação.

“Tudo acaba em festa”

Festa de fim de ano da firma é tudo igual, só muda de endereço. Filme sobre o assunto, também. Por isso, esta comédia nacional mais parece uma reciclagem de todos os clichês do gênero, sem qualquer inspiração, ou mesmo esforço para ser realmente engraçada. Estão aí os funcionários que bebem demais, dão vexame, sobem no palco, ou colocam para fora todos os sapos que engoliram nos últimos tempos.

Dirigido por André Pellenz, o filme começa com o protagonista acordando atrasado e narrando sua rotina, um início fraco do qual o longa jamais se recupera. Limitar-se a colocar na tela clichês do mundo corporativos não foi uma boa saída. (Reuters)

FONTE: G1